Apple Card poderá chegar a mais países; detalhes do serviço são divulgados

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Depois de quase um ano especulando-se sobre a parceria entre a Apple o banco americano Goldman Sachs, ontem, durante o evento especial, finalmente pudemos acompanhar esses rumores tomarem a forma de um novo cartão de crédito da Maçã: o Apple Card.

Além de um cartão de crédito, o Apple Card alavanca o serviço de pagamentos móveis da Maçã, o Apple Pay, para um novo nível. Como vários cartões virtuais disponíveis atualmente, a novidade da Maçã inclui todas as facilidades para que o usuário possa gerenciar sua vida financeira diretamente do iPhone ou do Apple Watch.

Em meio às novidades oferecidas pelo Apple Card, a gigante de Cupertino destacou alguns recursos que estarão disponíveis exclusivamente para o seu cartão de crédito, entre elas a opção de transferir dinheiro para outra pessoa a partir do Apple Cash, anteriormente conhecido como “Apple Pay Cash”. A alteração no nome foi anunciada brevemente pela VP do Apple Pay, Jennifer Bailey, durante a apresentação de ontem.

Quanto ao recurso de envio de dinheiro a partir do Apple Cash, ele permitia que um usuário enviasse dinheiro para outro, mesmo se não tivesse saldo suficiente no aplicativo, utilizando o limite de um cartão de crédito vinculado ao Apple Pay. Após o anuncio de ontem, essa opção estará disponível apenas para clientes do Apple Card.

Além disso, a Maçã anunciou que haverá uma nova opção para transferências instantâneas. Com ele, o usuário poderá enviar, em questão de minutos, dinheiro do saldo do Apple Cash para um cartão de débito Visa elegível no app Wallet. Por essa transação, no entanto, os usuários serão cobrados uma taxa que variará entre US$0,25 e US$10,00, dependendo do valor total da transferência.

Como é possível perceber, nem tudo em torno do Apple Card está isento de cobranças adicionais. A Maçã informa nas entrelinhas da página do cartão, inclusive, que a sua taxa anual efetiva varia entre 13,24% e 24,24% com base na análise de crédito do usuário. Ou seja, quanto maior o score, menor será a taxa de juros cobrada por pagamentos atrasados ou em parcelamento de faturas.

Além de uma das menores taxas anuais do mercado, o Apple Card não possui nenhuma cobrança mensal e oferece, ainda, um programa de cashback nas compras realizadas com o cartão físico (1% do valor da compra), com o Apple Pay (2%) e na compra de produtos e serviços da Apple (3%).

Por falar em cartão físico, ao contrário da proposta do Apple Pay — realizar pagamento peer-to-peer (P2P) por meio do iPhone ou Apple Watch —, a versão física do Apple Card, produzida em titânio, não poderá ser usada para pagamentos contactless nas lojas que não aceitarem o Apple Pay (ou em qualquer situação, basicamente). A informação foi confirmada por um porta-voz da Mastercard — o que faz sentido, afinal, para usar o cartão dessa forma, é melhor usar o Apple Pay.

Como informamos, a novidade estará disponível a partir do meio do ano nos Estados Unidos, inicialmente; contudo, levando em consideração que o Apple Pay está em constante expansão, a possibilidade de o Apple Card chegar a novas regiões não é inconcebível. De fato, o CEO do Goldman Sachs Internacional, Richard Gnodde, confirmou que as empresas tem a pretensão de levar o cartão para outros países.

Com esse produto [Apple Card], vamos começar nos EUA, mas com o tempo, com certeza pensaremos em oportunidades internacionais para isso. Vamos lançá-lo durante o verão e achamos que ele vai se espalhar rapidamente.

Mas é melhor tirar seu cavalinho da chuva se você espera que a novidade chegue aqui, ao Brasil, em breve. Segundo Gnodde, o próximo grande mercado a ganhar o Apple Card será a Europa, com a Alemanha e o Reino Unido entre os primeiros da fila — países, digamos, menos burocráticos.

Enquanto os gringos se sustentam com o novíssimo cartão de crédito da Maçã, muitos de nós só queremos que o Apple Pay chegue a ainda mais lugares e instituições em terras tupiniquins. Será que é pedir muito?

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