Cepal reduz a 1,3% previsão de crescimento da América Latina em 2019

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A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) reduziu nesta quinta-feira (11) sua projeção de crescimento para o conjunto das economias regionais em 2019, a 1,3% em relação ao 1,7% projetado em dezembro.

A nova estimativa “está influenciada pelo complexo cenário externo e pelas dinâmicas domésticas que vieram sendo observadas nos países da região”, disse o organismo técnico das Nações Unidas em um comunicado de imprensa publicado em sua sede em Santiago.

Segundo as novas previsões, para o Brasil, maior economia da região, a Cepal projeta crescimento de 1,8%, enquanto no México estima-se uma expansão de 1,7%.

Outros países

A República Dominicana, com expansão de 5,5%, e o Panamá, com 5%, liderarão o crescimento regional durante este ano.

No outro extremo, a Venezuela, com queda estimada de seu Produto Interno Bruto (PIB) de 16%, será o país da região com pior desempenho, seguido da Nicarágua (-5%) e Argentina (-1,8%).

A Bolívia, por sua vez, cresceria 4,3%; o Paraguai, 4%; o Peru, 3,6%; e Chile e Colômbia, 3,3%.

“Os principais riscos para o desempenho econômico da região para 2019 continua sendo uma menor taxa de crescimento global, o baixo dinamismo do comércio mundial, e as condições financeiras enfrentadas pelas economias emergentes”, segundo o relatório da Cepal.

Tensão comercial

O organismo alerta para o alcance da ainda não resolvida guerra comercial entre Estados Unidos e China, que “representa um risco não apenas para o comércio global e a taxa de crescimento do mundo a médio prazo, mas também para as próprias condições financeiras que costumam estar vinculadas à percepção de maior ou menos risco por parte dos agentes”.

 

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