‘Cidade de Plástico’: moradores de localidade às margens da BR-324 relatam condições precárias e pedem ajuda

0
33


Local fica no bairro Aviário, em Feira de Santana. Moradores contaram que comunidade recebeu esse nome porque, há cerca de 15 anos, primeiros barracos construídos no local eram feitos de plástico. Veja histórias de famílias em situação de pobreza na Cidade do Plástico, Feira de Santana
Cerca de 50 famílias em situação de extrema pobreza vivem em uma localidade chamada “Cidade de Plástico”, que fica às margens da BR-324, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. As casas são improvisadas e os moradores convivem com situações precárias.
Com a solidariedade das pessoas, Jucilene Ferreira conseguiu levantar a casa dela, que hoje abriga ela, o marido e os filhos; no total, são sete pessoas. No entanto, por não ter condições de cuidar de todos, ela mandou cinco dos filhos para morar na casa da mãe.
“Está molhando, a casa está para cair. Os tetos molhando, está caindo pelos lados. Não tenho condições, estou pedindo ajuda, por favor, alguém me doa uns blocos, uns tijolos, porque eu não tenho condições de comprar. Desde o início da pandemia, eu estou dentro de casa”, disse Jucilene.
Moradores de localidade às margens da BR-324 relatam condições precárias e pedem ajuda
Reprodução/TV Subaé
O marido de Jucilene está desempregado e faz uns bicos para tentar colocar comida dentro de casa, mas não é o suficiente.
“Tem 3 kg de feijão e 2 kg de arroz, nem carne tem. Desde que a pandemia começou, eu não vi uma carne na minha mesa. A gente pede ajuda, o povo vem aqui e dá”, contou a dona de casa.
A Cidade de Plástico fica no bairro Aviário. Os moradores contaram que a comunidade recebeu esse nome porque, há cerca de 15 anos, os primeiros barracos construídos no local eram feitos de plástico. Aos poucos, foram trocados por casas de madeirite e bloco, mas, em todos esses anos, as condições dos moradores continuaram precárias.
“Cidade de Plástico” fica no bairro Aviário, em Feira de Santana
Reprodução/TV Subaé
O vendedor ambulante Luiz Carlos Araújo está sem trabalhar há três anos, por causa de uma lesão na mão direita. O auxílio emergencial do governo federal o salvou da fome nos últimos meses.
“Sem poder nem mesmo pegar ele [dinheiro] para investir, pegar um mineiro de bloco, que custa R$ 15,50, vai o dinheiro todo, a gente vai comer o quê? Se o povo não vier trazer a cesta aqui, não tem o que comer. [Vivendo] De biscate que aparecia alguma coisa para fazer, um terreno para limpar, mas, com essa chuva, não adianta”, relatou Luiz.
Perto dos barracos, uma lagoa está camuflada pelo lixo. Os moradores não contam com fornecimento de água, energia elétrica e saneamento básico. “Me sinto tão triste, é difícil”, completou Jucilene.
Veja mais notícias do estado no G1 Bahia.