Politização da Covid-19 é um dos maiores problemas da pandemia, diz diretor-geral da OMS

Tedros Adhanon, diretor-geral da OMS, critica politização da pandemia de coronavírus. — Foto: Jornal Nacional 1 de 1
Tedros Adhanon, diretor-geral da OMS, critica politização da pandemia de coronavírus. — Foto: Jornal Nacional

Tedros Adhanon, diretor-geral da OMS, critica politização da pandemia de coronavírus. — Foto: Jornal Nacional

Durante coletiva da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (23), o diretor geral Tedros Adhanon afirmou que falta de liderança política e disputas partidárias em alguns países piorou a pandemia do coronavírus no mundo.

“Um dos maiores problemas que enfrentamos é a politização da pandemia”, disse Tedros. “Partidarismo simplesmente piorou a situação. O que é importante é solução embasada na ciência e na solidariedade.”

Tedros fez as afirmações acima após ser questionado pelos jornalistas sobre os recentes ataques de políticos dos Estados Unidos à OMS.

A líder técnica de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, também se pronunciou. “Sou americana e quero comentar a situação”, disse. “Eu tenho orgulho em ser OMS, antes de tudo.”

Ainda nesta quinta-feira (23), OMS alertou que quase metade de todos os casos de coronavírus no mundo estão concentrados em apenas 3 países: Estados Unidos, Brasil e Índia.

“Quase 10 milhões de casos da Covid-19, ou dois terços de todos os casos no mundo, são de 10 países. Quase metade de todos os casos relatados até agora são de apenas três países”, informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adahnon. “Embora todos os países tenham sido afetados, continuamos a ver intensa transmissão em um grupo relativamente pequeno de países”, complementou.

A OMS informou que mais de 15 milhões de casos da Covid-19 já foram relatados à agência, além de quase 620 mil mortes.

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No momento, 136 vacinas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo. A da Universidade de Oxford, no Reino Unido, é a mais avançada.

Os resultados positivos divulgados nesta segunda se referem às duas primeiras fases de testes da imunização. A terceira fase está ocorrendo no Brasil.

As fases 1 e 2 dos testes que foram conduzidas simultaneamente no Reino Unido, tiveram 1.077 voluntários. Os ensaios mostraram que a vacina foi capaz de induzir a resposta imune tanto por anticorpos como por células T até 56 dias depois da administração da dose.

Uma vez que o mundo tiver uma vacina contra a Covid-19 pronta, Tedros alertou que o produto deverá ser encarado pelos países como um “bem público global”, e que os governos devem se comprometer a garantir uma distribuição justa da vacina.

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