Eduardo Bolsonaro posta em redes foto de protesto neonazista contra o isolamento

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL RJ) divulgou em suas redes sociais neste domingo (2) uma foto da manifestação ocorrida na véspera, em Berlim, Alemanha, organizada por diversos grupos, entre eles neonazistas e de extrema direita, contra medidas de isolamento social. 

“Pelo visto não é só no Brasil que a população está insatisfeita com política de restrição de direitos usando a pandemia como justificativa”, escreveu o filho do presidente Bolsonaro em seu Facebook. 

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o governo de Bolsonaro vem se mostrando contrário à medidas de isolamento, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e a comunidade científica internacional como a única forma efetiva de conter o avanço da covid-19. 

Os protestos em Berlim foram motivados pela declaração do ministro da Economia alemão, Peter Altmeier, de que aquele que “deliberadamente coloca em risco os outros precisa saber que isto terá consequências”. 

Por que a ideia de estabilização da covid no Brasil é uma realidade distante?

Entre os milhares de manifestantes, muitos não usavam máscaras ou respeitavam a distância recomendada de 1,5 m entre si. Estiveram presentes também faixas contrárias à vacinas para a covid e denunciando supostas teorias da conspiração. O grupo neonazista Querdenken 711 foi um dos organizadores do evento. 

A estratégia alemã para o combate da covid é considerada uma das melhores do mundo, com rígidos isolamentos sociais e testagens em massa. Grupos de extrema direita, no entanto, vem seduzindo parte da opinião pública, como mostra a adesão ao protesto. 

Dados oficiais afirmam que neste final de semana o número de infectados pelo coronavírus subiu drasticamente, com 900 novos casos em 24h. A pandemia parecia controlada no país desde junho, com média de 300 infecções/dia. 

Artigo | Frei Sérgio: “Se eles calarem”

O Brasil se tornou o país com o maior número de mortes causada pela covid durante o mês de julho (31,6 mil), segundo dados da universidade britânica de Oxford. Os EUA ficaram em segundo, com 24,6 mil óbitos, e a  Índia em terceiro, com 18,3 mil.