Na Índia, distúrbios por texto sobre Maomé em rede social deixam dois mortos


Ao menos 60 agentes ficaram feridos na terça-feira à noite, quando a multidão revoltada atacou uma delegacia, incendiou veículos e a casa de um legislador da cidade, cujo sobrinho foi acusado de ser o autor da publicação em questão. Carros queimados em Bangalore, na Índia, em protesto contra uma publicação em uma rede social, em 12 de agosto de 2020
Manjunath Kiran / AFP
Duas pessoas morreram durante os distúrbios entre a polícia e milhares de pessoas em Bangalore, sul da Índia, que começaram após uma publicação considerada “ofensiva” sobre o profeta Maomé em uma rede social, anunciaram as autoridades nesta quarta-feira (12).
Ao menos 60 agentes ficaram feridos na terça-feira à noite, quando a multidão revoltada atacou uma delegacia, incendiou veículos e a casa de um legislador da cidade, cujo sobrinho foi acusado de ser o autor da publicação em questão. O teor da mensagem não foi revelado.
Autoridades e funcionários da revista Charlie Hebdo prestam homenagem aos mortos
A imprensa local divulgou imagens de moradores tentando invadir a delegacia e protestando nas proximidades da residência do político.
A polícia usou munição letal e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
Ao menos três pessoas ficaram gravemente feridas e um jornalista também foi atingido, segundo a polícia.
De acordo com a imprensa indiana, as duas vítimas fatais foram atingidas por tiros.
O chefe de polícia de Bangalore anunciou no Twitter que o sobrinho do legislador foi detido por sua publicação, assim como mais de 100 moradores acusados de participar em um distúrbio e um incêndio doloso.
Bangalore, conhecida como Silicon Valley da Índia, tem uma grande comunidade de muçulmanos.