Uber tenta convencer público da segurança dos carros autônomos

Mão segurando um celular com o logo da Uber centralizado na foto. Um carro passa no fundo da imagem

(Bloomberg) — A Uber Technologies prometeu divulgar mais informações sobre seus carros autônomos após o órgão nacional de segurança em transporte dos EUA (NTSB) culpar parcialmente as políticas da empresa por um acidente fatal em 2018.

A companhia assumiu esse compromisso quando atualizou sua avaliação voluntária de segurança, submetida na sexta-feira a outra agência (NHTSA, que cuida da segurança nas rodovias).

Este é o primeiro grande esforço da Uber para dissipar as críticas ao seu programa de direção autônoma desde que o conselho do NTSB chegou às conclusões a respeito do que aconteceu em 2018 em Tempe, Arizona. O acidente é considerado a primeira morte de pedestre com envolvimento de um veículo autônomo.

“Apoiamos a ideia de transparência e de fazer com que o público entenda o que fazemos”, disse Nat Beuse, diretor de segurança do grupo de tecnologias avançadas da Uber, em entrevista.

A nova documentação representa uma “atualização completa” do primeiro estudo entregue pela Uber às autoridades reguladoras em 2018, segundo ele.

No novo documento, a Uber apregoa “melhorias”, incluindo abrir o código de programação ao público para que seja revisado. A empresa também detalhou novos procedimentos internos de gestão de segurança e o estabelecimento de um Conselho Consultivo de Segurança e Responsabilidade de natureza independente.

Segundo a NHTSA, 23 empresas já divulgaram suas avaliações de segurança a respeito de veículos autônomos, incluindo Apple, Ford Motor, General Motors, Lyft, Mercedes-Benz, Toyota Motor e Waymo. Beuse, que já trabalhou como pesquisador de segurança veicular na NHTSA, disse que a Uber é uma das poucas companhias que atualizaram suas avaliações voluntárias.

A tragédia ocorreu por volta das 22 horas de 18 de março de 2018, quando uma mulher de 49 anos foi atropelada por um utilitário esportivo Volvo XC90 operado de forma autônoma pela Uber, segundo a polícia da cidade próxima de Phoenix.

De acordo com as autoridades, o veículo estava em modo de direção autônoma com uma operadora de segurança ao volante quando a mulher, que empurrava uma bicicleta e não estava na faixa de pedestres, foi atingida. Ela morreu no hospital.

Em 2019, a NTSB votou que a causa provável do acidente foi “a falha da operadora do veículo em monitorar o ambiente e a operação do sistema automatizado de direção porque ela estava visualmente distraída com seu telefone celular pessoal durante o percurso”.

O conselho também citou três deficiências da Uber: procedimentos inadequados de avaliação de risco de segurança, supervisão ineficaz dos operadores dos veículos e falta de mecanismos adequados para lidar com a complacência dos operadores enquanto os carros dirigem a si mesmos.

Ativistas de segurança no trânsito têm criticado a abordagem voluntária do governo do presidente americano Donald Trump quando se trata da regulamentação de veículos autônomos.

Eles afirmam que os relatórios submetidos voluntariamente até agora estão mais para marketing disfarçado do que para documentação regulamentar rigorosa.

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