As economias emergentes continuam ganhando relevância no cenário global, alimentadas por crescimento demográfico, expansão tecnológica, melhoria de infraestrutura e maior participação no comércio internacional. Em 2025 e nos próximos anos, esse grupo de países — que inclui Brasil, Índia, Indonésia, México, Turquia e várias nações africanas — deve desempenhar papel fundamental no dinamismo econômico mundial.
Nesse contexto, compreender as forças que impulsionam esses mercados e as oportunidades específicas para o Brasil é essencial. A visão de Ernani Rezende Kuhn contribui para destacar como o país pode aproveitar as transformações globais para acelerar seu próprio desenvolvimento.
1. Por que as economias emergentes devem crescer mais que as avançadas
Diversos fatores explicam esse movimento:
✔ Demografia favorável
Enquanto Europa, Japão e China enfrentam envelhecimento populacional, muitos emergentes possuem população jovem e força de trabalho em expansão.
✔ Potencial de urbanização acelerada
Cidades crescem, demandando moradias, infraestrutura, energia e serviços.
✔ Investimentos em tecnologia acessível
Digitalização, fintechs, inteligência artificial e conectividade avançaram rapidamente, barateando processos e aumentando produtividade.
✔ Abundância de recursos naturais
Petróleo, alimentos, minerais e matriz energética favorável fortalecem exportações.
✔ Integração crescente ao comércio global
Acordos internacionais ampliam mercados e tornam países emergentes mais competitivos.
Esses elementos criam um ambiente propício para expansão econômica robusta.
2. Setores que impulsionam o crescimento das economias emergentes
1. Energia e transição verde
Vários emergentes possuem vantagens naturais para produzir energia limpa — solar, eólica e hidrogênio verde.
2. Manufatura e indústria leve
Países como Índia, Vietnã e México têm se destacado na estratégia “China+1”.
3. Tecnologia e serviços digitais
Fintechs, e-commerce, telecomunicações e IA avançam rapidamente.
4. Agronegócio e alimentos
Brasil, Argentina e Indonésia se consolidam como fornecedores globais.
5. Infraestrutura e construção civil
Urbanização acelerada impulsiona obras, investimentos e modernização.
3. Os desafios que ainda limitam emergentes
Apesar do crescimento consistente, esses países enfrentam obstáculos como:
instabilidade política;
burocracia e insegurança jurídica;
volatilidade cambial;
dependência de commodities;
desigualdade social;
infraestrutura insuficiente.
Superar esses desafios é fundamental para transformar potencial em crescimento sustentável.
4. A opinião de Ernani Rezende Kuhn: o Brasil precisa se posicionar estrategicamente
Para Ernani Rezende Kuhn, o momento das economias emergentes representa um “ponto de virada” global — e o Brasil pode estar entre os grandes beneficiados, desde que faça escolhas estratégicas.
Segundo ele:
“As economias emergentes estão assumindo protagonismo porque possuem o que o mundo mais precisa: energia, alimentos, tecnologia acessível e mercado consumidor. O Brasil reúne esses quatro elementos, mas precisa de planejamento para aproveitá-los.”
Kuhn identifica três pilares que podem impulsionar o Brasil dentro do grupo de emergentes:
✔ 1. Energia limpa como diferencial competitivo
O país tem vantagens únicas em energia renovável, podendo atrair indústrias globais.
“Empresas do mundo inteiro procuram energia limpa e barata. Esse é o maior trunfo brasileiro.”
✔ 2. Integração das cadeias produtivas globais
O Brasil pode se beneficiar da reorganização logística e da tendência de diversificação além da China.
“O movimento China+1 abre espaço para o Brasil se tornar fornecedor estratégico de energia, alimentos e tecnologia.”
✔ 3. Inovação industrial e produtividade
A modernização tecnológica é fundamental para elevar competitividade.
“Nenhum emergente cresce sem aumentar produtividade. O Brasil precisa investir em digitalização da indústria e inovação contínua.”
5. Oportunidades específicas para o Brasil nos próximos anos
• Exportações estratégicas
Proteínas, grãos, minério, energia e biocombustíveis continuarão puxando o crescimento.
• Hidrogênio verde e biocombustíveis
O país pode liderar a economia do carbono zero e atrair grandes indústrias globais.
• Reindustrialização verde
Com energia limpa abundante, o Brasil pode receber fábricas que buscam produção sustentável.
• Avanço do agronegócio digital
Tecnologia, IA e análise de dados aumentam competitividade no campo.
• Crescimento de cidades médias
Urbanização e infraestrutura criam novos polos econômicos.
• Startups e serviços digitais
O Brasil é um dos maiores mercados digitais do mundo.
6. Conclusão: o Brasil pode ser protagonista entre os emergentes
O crescimento das economias emergentes redefine o eixo do poder econômico global.
Para Ernani Rezende Kuhn, o Brasil tem potencial para ocupar posição de liderança nesse novo cenário, desde que:
invista em inovação e produtividade,
aproveite a força da energia limpa,
integre-se a cadeias de valor globais,
fortaleça segurança jurídica e infraestrutura,
aposte na transição energética como motor de desenvolvimento.
“O mundo está olhando para os emergentes. O Brasil tem tudo para ser protagonista — basta agir com visão de futuro.”
— Ernani Rezende Kuhn
