Após cancelar ida a Nova York, Bolsonaro culpa “manifestações patrocinadas”

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse hoje ter desistido de viajar a Nova York para receber o prêmio “Pessoa do Ano” porque não enfrenta “manifestação patrocinada”, em referência ao prefeito da cidade, Bill de Blasio, que o criticou duramente nas redes sociais.

“Uma coisa é enfrentar uma manifestação normal. Outra coisa é uma patrocinada pelo prefeito, que é, entre aspas, o dono da casa. Você enfrentar uma manifestação dele, e ele insuflando a população para atirar o que tiver nas mãos contra a minha pessoa, entre outras sabotagens. Não sei que tipo de ameaça…Já que tô [sic] sendo incômodo para ele, que não sou para o Trump e para o povo americano, resolvemos não criar polêmica e enfrentar este tipo de manifestação, não pode ser dessa forma”, afirmou.

De Blasio criticou, nas redes sociais, o posicionamento de Bolsonaro quanto aos direitos LGBT e ao meio ambiente e disse que todos devem se levantar e lutar contra esse “ódio” como de Bolsonaro. Ao contrário do que diz o presidente, o prefeito não pediu que as pessoas jogassem objetos contra o Bolsonaro literalmente.

O cancelamento da ida de Bolsonaro a Nova York foi comemorado pelo prefeito nova-iorquino – ele afirmou que “o ódio de Bolsonaro não é bem-vindo na cidade”. Inicialmente, a cerimônia seria realizada no Museu Americano de História Natural, que desistiu de sediar o jantar após críticas da comunidade acadêmica. Outro espaço sondado para hospedar a premiação também teria se recusado a sediar o evento.

O presidente, porém, deverá ir a Dallas, no Texas. A agenda ainda não foi divulgada, mas ele deverá manter encontros com políticos e investidores. Segundo o próprio Bolsonaro, a diplomacia brasileira está em contato com o ex-presidente norte-americano George W. Bush e o senador Ted Cruz, ambos republicanos – mesmo partido de Donald Trump – e com carreiras construídas no Texas.

De acordo com Bolsonaro, De Blasio tomou a atitude de criticá-lo com o objetivo de alavancar sua candidatura à Presidência nas eleições americanas no ano que vem. O brasileiro afirmou que, se eleito, De Blasio “se queimou completamente”.

“Que tipo de relacionamento ele vai ter, se porventura ele for eleito, com um país cujo chefe de Estado tem demonstrado respeito e quer se aproximar da primeira economia do mundo. Acho que esse cidadão aí queimou os cartuchos, se queimou completamente na sua corrida para enfrentar as prévias”, disse.