Para quem já está pensando no Imposto de Renda de 2020, criptomoeda surge como opção menos tributada do que ações – e mais lucrativa

O prazo para a entrega de declarações de Imposto de Renda venceu agora, no último dia 30 de abril, e com ele milhões de investidores de todos os portes tiveram uma excelente oportunidade de analisar a evolução de seu patrimônio e o resultado dos investimentos feitos ao longo de 2018. Em muitos casos, as conclusões não foram animadoras: fundos que pareciam “barbada” apenas patinaram, e a rentabilidade de inúmeras aplicações ficou abaixo do CDI, índice usado como referência no mercado e que fechou o ano passado com ganhos de 6,4%.

Nesse cenário, deu-se melhor quem conseguiu acompanhar o desempenho médio do mercado de ações, já que o Ibovespa registrou alta de 15% no ano. Mas se saiu ainda melhor, contudo, quem investiu em um negócio ainda pouco disseminado no Brasil, mas que está cada vez mais acessível aos pequenos investidores: a arbitragem de Bitcoin. Quem investiu na compra e venda automatizada do ativo chegou a embolsar impressionantes 62,3% de ganhos no período.

Vale a pena entender melhor como funciona esse serviço. O Bitcoin é uma moeda digital, ou criptomoeda. Foi a primeira a ser criada no mundo, logo após a crise econômica global de 2008, a chamada “crise do subprime”, que está ligada à falta de critério na concessão de empréstimos de risco nos Estados Unidos. Justamente por conta disso, foi pensada como uma alternativa monetária mais transparente e democrática, totalmente descentralizada, que não pudesse ser manipulada por governos ou corporações. Hoje, o Bitcoin é a principal referência mundial de moeda digital criptografada.

Investir em Bitcoin atualmente é bastante simples. Bruno Peroni, diretor comercial da plataforma Atlas Quantum, que realiza investimentos na criptomoeda, explica que o mercado de compra e venda de Bitcoins é igual ao de ações. “Para comprar e vender Bitcoins basta se cadastrar em uma corretora, enviar a documentação e realizar uma transferência bancária. Então é só executar uma ordem de compra, da mesma forma que se faria em um home broker”, conta.

No caso da Atlas Quantum, o processo é ainda mais simples, pois o cliente nem sequer precisa acompanhar preços e enviar ordens de compra: basta se cadastrar na plataforma, enviar uma transferência bancária normal (um DOC ou TED em reais, por exemplo) e a plataforma automaticamente converte o valor em BTCs – a sigla internacional da criptomoeda.

Arbitragem automatizada

A partir do momento em que o cliente adquire seus primeiros Bitcoins, pode encarar isso como um ativo mais tradicional – como ouro ou ações, por exemplo – e simplesmente aguardar a valorização do BTC, que, “historicamente, a médio prazo oferece retornos exponenciais”, conforme avalia Peroni. Mas esse não é o investimento mais interessante disponível para a moeda. A melhor opção é a arbitragem automatizada, serviço oferecido pela Atlas e que funciona da seguinte maneira: um robô desenvolvido pela plataforma fi ca monitorando o tempo inteiro a cotação de Bitcoins em mais de 12 corretoras ao redor do mundo. Quando o sistema encontra uma diferença de preço interessante, executa uma ordem de venda (no preço mais alto) e uma recompra (no preço mais baixo), gerando pequenos ganhos a cada operação.

De operação em operação, o robô alcança resultados expressivos: nos primeiros três meses de 2019 a rentabilidade acumulada pela arbitragem automatizada da Atlas já é de 12,16%. Em 2018, esse investimento chegou a render quase 10 vezes mais do que o CDI.

Outro ponto interessante diz respeito justamente à declaração de Imposto de Renda. Hoje, a Receita Federal só tributa quem vende a criptomoeda com lucros superiores a R$ 35 mil no mês – e a alíquota aplicada é de 15% sobre os ganhos. “No mercado de ações, a tributação dos lucros é de 20% e ocorre para ganhos superiores a R$ 20 mil no mês”, explica Peroni. Ou seja, há mais espaço para ganhos não tributáveis quando se investe em BTC.

Supondo que você atingiu excelente rentabilidade com Bitcoins e quer comemorar isso, surge outra questão: como gastar Bitcoins? Ao contrário do que muita gente imagina, o BTC pode sim ser usado como meio de pagamento direto em diversos estabelecimentos ao redor do mundo. No Brasil, a Atlas Quantum oferece a facilidade de uma parceria com a Uzzo, que fornece cartões de crédito que podem ser recarregados com Bitcoin e usados em compras normalmente, em qualquer estabelecimento.

Outra forma, mais ortodoxa, é simplesmente solicitar o resgate de seus BTCs na Atlas Quantum e realizar uma transferência bancária em reais para o banco de sua preferência.