Flávio Bolsonaro diz que Eduardo na embaixada é ‘golaço’ e ‘interesse do Brasil’

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O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse, em entrevista, que a indicação de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada nos Estados Unidos será um “golaço” e atende ao “interesse do Brasil”. Os dois são filhos do presidente Jair Bolsonaro.

Flávio acredita no “bom senso” de seus colegas no Senado para aprovar o nome de Eduardo. Os Estados Unidos já deram o aval para o nome do novo embaixador. Agora, Eduardo terá que passar por uma sabatina e votação no Senado.

“Eu acho que o Brasil vai ganhar demais, e eu tenho a convicção de que o Senado também já compreendeu isso, e não vai usar uma situação como essa para dar recado para presidente. Tem um limite, essa disputa política, que é o interesse nacional, é o interesse do Brasil”, afirmou Flávio.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em fevereiro — Foto: Pedro França/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em fevereiro — Foto: Pedro França/Agência Senado

Veja trecho da entrevista, que vai ao ar na semana que vem:

Blog: Senador, eu quero fazer uma pergunta que eu esqueci, que tem a ver com o Senado, tem a ver com família, que é a seguinte: Eduardo Bolsonaro na embaixada dos Estados Unidos, não é ruim?

Flávio: Eu acho que é um golaço para o Brasil.

Blog: Mas e a imagem? Muita gente criticando, diplomata criticando, político criticando, especialista criticando.

Flávio: A última turma do Instituto Rio Branco, que formou embaixadores, se chamou Marielle Franco [deputado estadual do PSOL do Rio de Janeiro assassinada a tiros em 2018], então foi muito politizada, essa profissão, essa carreira importantíssima, que é aquela que leva a boa imagem do Brasil lá fora. Agora, o Eduardo é um advogado, policial federal, ele tem a vocação para isso, ele sempre participou de organização de eventos internacionais, cúpula conservadora da América do Sul. Quando ele faz as viagens internacionais junto com o presidente, até antes de ele ser [presidente], antes das eleições inclusive, o Eduardo sempre teve esse papel de intermediação. Cansou de pegar o telefone do presidente Bolsonaro e tratar, como ele é bilíngue, ele é poliglota, ele fala inglês e espanhol, ele conversava.

Blog: Mas dizem que ele não fala bem inglês.

FlávioNossa, ele fala muito bem inglês. Tanto é que ele atendia o telefone e fazia a tradução para o Jair em vários momentos. É uma pessoa que tem essa vocação, essa iniciativa. Para onde ele vai, é uma pessoa que consegue trazer para ele esse diálogo com outros países. Então, por ele ter inclusive uma proximidade com a família do [presidente dos EUA, Donald] Trump, eu acho que o Brasil vai ganhar muito, mas muito, com a presença dele lá, e após essa declaração do presidente Trump, de que ele é um bom nome, que ele faz questão de que vai ser importante para a relação dos dois países ter alguém com tanta proximidade com o presidente do Brasil, acho que não tem nem o que questionar. Agora, tem umas pessoas que vão se colocar contra por causa do sobrenome, e aí é disputa política e ideológica.

Blog: O senhor acha que vai aprovar no Senado?

Flávio: Não tenho a menor dúvida disso. Qualquer pessoa ali, com bom senso, como eu falei, ainda mais depois desse, da assinatura de concordância, do presidente dos Estados Unidos, é o chefe da maior potência do mundo falando: ‘O Eduardo é um bom nome para ser embaixador do Brasil aqui nos Estados Unidos. Por que ser contra? Os dois últimos embaixadores que a gente teve lá, sequer foram recebidos na Casa Branca. Quer dizer, qualquer decisão importante que os Estados Unidos tomem com relação ao Brasil, por exemplo, qualquer sinalização comercial, o Eduardo vai ser recebido de pronto, vai ter um tratamento diferenciado, não tenho a menor dúvida disso. E, além do mais, o Eduardo vai ter a sua disposição um time de diplomatas que vão auxiliar ele nesses diálogos, nessas iniciativas, então eu acho que o Brasil vai ganhar demais e eu tenho a convicção de que o Senado também já compreendeu isso, e não vai usar uma situação como essa para dar recado para o presidente. Tem um limite, essa disputa política, que é o interesse nacional, é o interesse do Brasil.

Blog: O interesse do Brasil é Eduardo Bolsonaro embaixador?

FlávioEu acho que é fundamental, em relação ao passado então, a gente tem tudo para ampliar muito nossa relação comercial em alguns bilhões de dólares, a favor da nossa balança comercial.