Secretário do Trabalho de Donald Trump deixa o cargo após controvérsia envolvendo bilionário acusado de abuso sexual

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Secretário do Trabalho de Trump desde 2017, Alex Acosta foi um dos procuradores envolvidos em um acordo com o bilionário Jeffrey Epstein, que é acusado de abusar sexualmente de meninas de 14 anos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (12) que o secretário do Trabalho, Alexander Acosta, vai deixar o cargo em sete dias. A notícia vem depois de críticas à maneira como Acosta tratou de um acordo judicial com o bilionário Jeffrey Epstein, acusado de abusar sexualmente de dezenas de garotas menores de idade.

Acosta afirmou que deixar o posto era a decisão certa. Ele vem sendo questionado sobre o acordo judicial que fechou com Epstein, em 2007, no qual o bilionário se declarou culpado por uma acusação menor, de prostituição, sob as leis da Flórida.

À época, entretanto, ele enfrentava acusações federais de abusar sexualmente de menores de idade desde 1999.

Com o acordo, Epstein cumpriu 13 meses de prisão, mas foi autorizado a sair durante o dia para ir a seu escritório e concordou em se registrar como agressor sexual. Ele também pagou a restituição às vítimas identificadas pelo FBI.

Nesta segunda-feira (8), procuradores federais em Nova York fizeram novas acusações semelhantes a essas, o que trouxe à tona o papel de Acosta no acordo fechado em 2007. Legisladores democratas e candidatos presidenciais exigiram a demissão dele.

Trump anunciou a saída do secretário do Trabalho na Casa Branca, com Acosta a seu lado, antes de partir em viagem ao Meio-Oeste americano.

O presidente, que havia defendido Acosta, disse que olharia “muito de perto” a forma com que ele fechou o acordo feito há mais de dez anos.

“Odeio ver isso acontecer”, declarou Trump, que não pediu a saída de Acosta de seu gabinete, cuja função é aconselhar o presidente.