Afogamentos no Réveillon do Rio crescem mais de 1.000%, dizem bombeiros
Durante a virada do ano, o número de afogamentos atingiu um patamar histórico na Zona Sul do Rio de Janeiro. Entre os bairros do Leme e São Conrado, os bombeiros resgataram 631 pessoas, um aumento de mais de 1.000% em relação ao ano anterior, que teve apenas 29 ocorrências.
A maioria dos salvamentos ocorreu em Copacabana, que concentrou o maior público durante as festividades, conforme informou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
O perfil das vítimas continua sendo jovens do sexo masculino, que muitas vezes subestimam as condições do mar. Mesmo com ações de conscientização, o problema envolve fatores culturais, de acordo com Contreiras.
Para atender à alta demanda, Copacabana teve uma operação reforçada, com 170 bombeiros, seis forças-tarefa, 20 postos de guarda-vidas, equipes médicas e outros recursos disponíveis. No estado todo, 1.500 militares foram mobilizados, com apoio de viaturas, embarcações, aeronaves e drones.
Mesmo com o fim do aviso de ressaca, o risco de afogamentos permanece elevado, pois o período pós-ressaca favorece a formação de valas e correntes de retorno, aumentando os perigos para os banhistas.
As buscas por um adolescente de 14 anos desaparecido continuaram no mar de Copacabana, com o apoio de drones, helicópteros e sonares. As operações se concentraram inicialmente no local do desaparecimento, mas foram ampliadas devido à força das correntes marítimas.
No dia do desaparecimento, a Defesa Civil emitiu alertas de ressaca para todo o litoral fluminense, orientando a população a evitar o banho de mar.
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