Modelo baseado no uso ganha espaço entre empresas do setor agrícola, por preservar capital, oferecer ganhos fiscais e acelerar a modernização de máquinas e infraestrutura tecnológica

Com o agronegócio entre os principais motores da economia brasileira, cresce no setor a adoção de modelos de leasing operacional e locação como alternativa à compra de máquinas. De acordo com dados da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o segmento de locação de bens de capital têm demonstrado resiliência e avanço consistente, refletindo uma mudança de mentalidade no campo, onde a eficiência do uso sobrepõe a posse do ativo.
Em um cenário de juros elevados e rápida evolução tecnológica, produtores e empresas têm priorizado soluções que preservam o caixa e permitem a renovação mais frequente da frota, movimento que impulsiona a atuação da CHG-MERIDIAN no campo.
A crescente complexidade das operações agrícolas, somada à rápida evolução tecnológica de equipamentos, tem levado produtores e grandes companhias a reavaliar a forma como investem em ativos. Tratores, colheitadeiras e máquinas florestais, como fellers, estão entre os principais equipamentos demandados em estruturas de financiamento e locação, ao lado de soluções de tecnologia da informação que suportam a gestão das operações no campo.
De acordo com Gabriela Monastero, VP de vendas da companhia, o modelo baseado no uso permite que empresas do agronegócio preservem capital e aumentem sua capacidade de investimento na atividade produtiva. “Ao optar pelo leasing operacional ou locação, o cliente evita o desembolso inicial elevado na compra de máquinas e transforma esse investimento em despesa operacional, muitas vezes com benefícios fiscais relevantes. Além disso, ganha flexibilidade para acompanhar o ritmo acelerado de inovação e crescimento do setor”, afirma.
A obsolescência tecnológica tem sido um fator determinante nessa decisão. Máquinas agrícolas incorporam, cada vez mais, recursos avançados, como sensores inteligentes, sistemas de aplicação precisa de insumos e soluções de monitoramento em tempo real, que elevam a produtividade, mas reduzem o ciclo de vida econômico dos equipamentos. Em geral, contratos estruturados pela companhia variam entre 36 meses e cinco anos, período após o qual a substituição tecnológica se torna mais vantajosa do que a manutenção de ativos defasados.

Outro diferencial relevante para o setor agrícola é a flexibilidade na estruturação dos contratos. É possível desenhar fluxos de pagamento alinhados à sazonalidade do agronegócio, com períodos de carência e parcelas ajustadas ao ciclo de safra, contribuindo para uma gestão financeira mais eficiente, realista e aderente à realidade do campo.
Além dos ganhos operacionais e financeiros, a agenda de sustentabilidade também tem influenciado a demanda. Há um movimento crescente por equipamentos mais eficientes do ponto de vista energético, incluindo máquinas híbridas e elétricas, em linha com metas ambientais e compromissos de redução de emissões assumidos por grandes companhias do setor.
Apesar da oferta de crédito subsidiado no agronegócio, o modelo de leasing tem avançado cada vez mais ao oferecer vantagens adicionais, como previsibilidade de custos, otimização do fluxo de caixa e potencial de economia ao longo do ciclo contratual.
“Com atuação global em soluções de financiamento e gestão de ativos tecnológicos, a CHG-MERIDIAN vê no agronegócio brasileiro, um mercado com alto potencial de crescimento. A expectativa é que a demanda por estruturas financeiras mais flexíveis continue avançando, enquanto o setor busca equilibrar produtividade, inovação e sustentabilidade em suas operações”, conclui a executiva.

Giovana Martins (11) 5501-4655 [email protected]
