Mulher contaminada com HIV após transplante falece no RJ | Fernando Frazão/Agência Brasil
Um caso recente relacionado a uma paciente contaminada com HIV após um transplante no Rio de Janeiro terminou de forma trágica. A mulher, de 64 anos, que contraiu o vírus após receber órgãos com testes falsamente negativos, faleceu em 18 de março, depois de ser acompanhada por mais de um ano pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.
A Secretaria informou que a paciente estava sob cuidados em uma unidade especializada e recebeu suporte constante, com monitoramento diário realizado por uma equipe multidisciplinar. Em comunicado oficial, o órgão expressou suas condolências e ofereceu apoio à família da falecida.
Mulher já tinha recebido indenização do Estado
Essa mulher foi uma das afetadas pelo escândalo envolvendo o PCS LAB Saleme. Em julho do ano anterior, ela havia sido indenizada pelo Governo do Estado devido à situação.
Além disso, a Secretaria de Saúde anunciou que continuará prestando apoio psicológico aos parentes da paciente, considerando o impacto emocional causado pelo ocorrido.
Escândalo expôs falhas graves nos exames
A problemática veio à tona em outubro de 2024, quando a Secretaria confirmou que seis pacientes foram contaminados por HIV após transplantes realizados com órgãos que haviam sido testados pelo laboratório envolvido.
Antes dos procedimentos, nenhum dos pacientes apresentava o vírus. Os exames realizados forneceram resultados falsamente negativos, o que levou as equipes médicas a procederem com os transplantes.
Fraudes e cortes de custos foram identificados nas investigações
As investigações revelaram sérias falhas na qualidade dos testes. Conforme os relatos apurados, os reagentes deveriam ser analisados diariamente; no entanto, esse processo foi alterado para verificações semanais como uma forma de reduzir despesas.
Adicionalmente, existem evidências de que laudos foram forjados, comprometendo gravemente a segurança dos transplantes realizados.
Em consequência das descobertas, o laboratório foi fechado e os exames passaram a ser conduzidos pelo Hemorio.
Denúncia resultou em processos judiciais contra sócios e funcionários
Assim sendo, em outubro de 2024, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou denúncia contra dois sócios e quatro funcionários do laboratório.
Eles enfrentam acusações por crimes como associação criminosa, lesão corporal grave e falsidade ideológica. Apesar das detenções iniciais, todos aguardam julgamento em liberdade desde 2025.
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