- Esquema de diploma rápido: A Polícia Federal investiga um plano que permitia a alunos sem ensino fundamental receber certificados de ensino médio instantaneamente.
- Relação entre Rio e Paraíba: Uma escola em Cabo Frio utilizava documentos de uma instituição em Monteiro (PB) que não tinha permissão para operar fora do seu estado.
- Provas via celular? Testemunhos indicam irregularidades no processo educativo; os acusados enfrentam penas de até cinco anos por falsidade ideológica.
Na manhã de quarta-feira (27), a Polícia Federal lançou a Operação Libellum Falsum, com o objetivo de desmantelar um suposto esquema de certificados escolares fraudulentos utilizados para emitir registros profissionais de vigilantes. Os agentes estão cumprindo 10 mandados de busca e apreensão, tanto em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, quanto em Monteiro, na Paraíba. Há indícios de que esses diplomas relâmpago foram criados para disfarçar a falta de escolaridade real dos alunos.
O Início das Investigações em Cabo Frio
A investigação teve início após uma escola voltada para a formação de vigilantes, situada em Cabo Frio, solicitar à Unidade de Controle e Vistoria da Delegacia da PF em Macaé a emissão de certificados profissionais para alunos que não tinham sequer completado o ensino fundamental.
Essa exigência era crucial, pois a nova legislação passou a requerer que os candidatos possuíssem o ensino fundamental completo para obter certificação profissional na área de vigilância. Em razão disso, os pedidos foram negados pela Polícia Federal.
A Suspicious School Evolution and the Rio-Paraíba Connection
Poucos dias depois, o caso tomou contornos mais sérios de fraude. A mesma instituição apresentou nove declarações de conclusão do ensino médio emitidas por uma escola privada em Monteiro, na Paraíba. Para a PF, essa mudança abrupta na trajetória escolar levantou suspeitas, já que alunos sem o fundamental completo passaram rapidamente a ser considerados concluintes do ensino médio.
Diante dessas inconsistências, a Polícia Federal requisitou os certificados e diplomas escolares. Três meses depois, surgiram documentos com datas anteriores ao curso e aos pedidos feitos à própria PF em dezembro de 2024.
Indications of Ideological Falsehood and EAD Limitations
Apesar da aparência regular dos documentos — incluindo reconhecimento de firma e publicação no Diário Oficial da Paraíba —, as investigações revelaram sinais de falsidade ideológica, indicando que os papéis poderiam ser autênticos apenas superficiais enquanto ocultavam uma realidade falsa.
O estado da Paraíba é central nesta narrativa, pois os certificados suspeitos foram emitidos pela instituição privada mencionada anteriormente, através do suposto modelo de Educação à Distância (EAD). Contudo, o Conselho Estadual de Educação da Paraíba confirmou que essa escola não tinha autorização para oferecer EAD para alunos fora do estado.
Depoimentos Divergentes e Possíveis Consequências Legais
Os depoimentos coletados também revelaram discrepâncias significativas. Alunos forneceram relatos divergentes sobre datas e avaliações, com alguns afirmando que provas teriam sido enviadas via celular. Outros não conseguiram detalhar o conteúdo abordado nas avaliações. Uma aluna relatou que seu certificado foi emitido sem sua autorização, matrícula ou participação nas aulas.
Os mandados impactam indivíduos associados à escola de formação no Rio e à instituição educacional na Paraíba. Até o momento, a PF não divulgou informações sobre a vara federal encarregada da decisão ou sobre quem autorizou as buscas.
Consequências legais e combate às fraudes
Os envolvidos neste caso podem ser responsabilizados por falsidade ideológica e uso indevido de documento falso. A falsidade ideológica está prevista no artigo 299 do Código Penal e pode resultar em pena de reclusão entre um a cinco anos além da aplicação de multa nos casos onde o documento é público. O uso indevido é abordado no artigo 304 e pode levar a sanções similares às previstas para falsificação.
Esta operação acontece em um contexto onde a PF tem intensificado suas ações contra fraudes envolvendo diplomas e certificados educacionais. Em investigações anteriores, a corporação já havia desmantelado redes dedicadas à comercialização desses documentos falsos utilizados para obtenção irregular de registros profissionais.
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A postagem sobre diplomas falsos destaca as ações da Polícia Federal para desarticular um esquema envolvendo instituições do RJ e PB com mandados destinados à reprovação dos suspeitos.
