Em meio à crescente tensão entre os poderes da República, é inevitável imaginar o que diriam os pais fundadores dos Estados Unidos se observassem o Brasil de hoje. Foram eles os arquitetos de uma das democracias mais duradouras do mundo, moldando uma Constituição que, desde 1787, serve de referência para o equilíbrio institucional e a limitação do poder. Homens como George Washington, Thomas Jefferson, James Madison, John Adams e Alexander Hamilton ergueram uma república sustentada por um ideal simples, mas essencial: o poder precisa de limites. E talvez justamente por isso, ao olharem para o Supremo Tribunal Federal brasileiro, ficassem alarmados com o avanço de um protagonismo que já extrapolou o campo jurídico e passou a ocupar o espaço da própria política.
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A primeira turma do STF nada deve a um tribunal de exceção
Ao longo dos séculos XX e XXI, tribunais de exceção surgiram em diversas partes do mundo sob regimes autoritários, consolidando-se como instrumentos de repressão política disfarçados de legalidade. Exemplos históricos notórios incluem o Volksgerichtshof da Alemanha nazista, o Tribunale Speciale per la Difesa dello Stato na Itália fascista, os processos de Moscou na União Soviética stalinista, tribunais populares em Cuba e China, e tribunais especiais contemporâneos na Venezuela.
